Você conhece o nome Kabosu? Pode ser que não se lembre do nome em específico, mas com certeza vai lembrar da foto de um cachorro da raça Shiba Inu (que lembra um Akita) olhando para a câmera com um olhar desconfiado e uma frase colorida na fonte Comic Sans acompanhando sua expressão. Esse meme também é o nome de uma criptomoeda.
Criptomoedas relacionadas a memes
Uma das raças de cachorro mais populares do Japão também dá nome a uma moeda digital. A criptomoeda Shiba Inu, considerada um token ERC-20, surgiu em 2020 como uma alternativa, ou como a “assassina”, como chamado por alguns, da Dogecoin, outra criptomoeda muito famosa que surgiu por causa do mesmo universo.
Como moedas digitais não seguem regras e padrões que o dinheiro controlado por instituições financeiras e bancos, as moedas-meme ou “memecoins” podem existir e causar um grande impacto na economia. Os memes possuem uma capacidade de popularização imensa e viram parte da vida cotidiana de diversas pessoas em segundos. Quando compartilhados, o assunto que fez o meme virar meme também ganha repercussão – foi isso que aconteceu com essa moeda digital.
O ecossistema digital Shiba Inu
A criptomoeda Shiba Inu foi criada como um token da blockchain Ethereum e faz parte de um ecossistema próprio que inclui a corretora descentralizada ShibaSwap, um mercado de NFTs e um metaverso chamado Shibarium, que melhora as transações, reduz taxas e aumenta a velocidade. Leash é o segundo token de Shiba Inu com apenas 107.646 moedas em circulação, e Bone é o terceiro, com 250 milhões de tokens.
Como a Shiba Inu ficou tão famosa
Assim como funciona com os memes, essa moeda foi lançada como uma piada, com o valor praticamente zero e uma quantidade absurda em circulação (1 quatrilhão). Muitos enxergaram uma chance de ficar milionário comprando bilhões de SHIB por centavos e foram incentivados, inclusive, por movimentos de figuras importantes, como Elon Musk, que frequentemente fazia tweets sobre cães e criptos, e pelo cofundador da Ethereum (rede na qual a Shiba Inu foi criada), Vitalik Buterin, que recebeu 50% do supply, doou uma parte para instituições de caridade e queimou o restante, reduzindo a circulação e ajudando a impulsionar ainda mais o preço.
O boom se consolidou quando grandes corretoras, como Binance e Coinbase, passaram a listar a moeda, transformando o hype em um fenômeno global. Inclusive, existe uma comunidade conhecida como ShibArmy, um grupo global de apoiadores e investidores que impulsiona o crescimento dessa moeda e mantém a sua popularidade.
O mercado brasileiro de criptomoedas
O mercado de criptomoedas no Brasil tem mostrado um crescimento significativo nos últimos anos: dados da Receita Federal mostram que o número de investidores em criptomoedas no Brasil aumentou 22 vezes nos últimos quatro anos.
Atualmente, a criptomoeda mais negociada por brasileiros é a Tether (USDT), uma stablecoin (moedas digitais mais estáveis) atrelada ao dólar americano. Outras criptomoedas populares entre os brasileiros incluem o Bitcoin (movimentou R$ 54,6 bilhões em 2024) e o Ethereum (realizou 12 bilhões de reais em transações no país).
É fundamental lembrar que, como qualquer mercado, o universo das criptomoedas envolve riscos. Então, para quem busca essa moeda como investimento, as boas práticas são: sempre buscar informações, entender o funcionamento dos ativos e, acima de tudo, manter uma estratégia de investimentos diversificados.

